15/10/2013 07:04

Caixa e BB encerram greve após 26 dias. Paralisação no BNB continua

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Reunidos em assembleia na noite de segunda-feira, 14 de outubro, os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal deliberaram pelo fim da greve e retorno ao trabalho a partir desta terça-feira, 15 de outubro, após 26 dias de paralisação. Já os funcionários do BNB decidiram pela continuidade do movimento por tempo indeterminado. Cerca de 400 bancários compareceram à assembleia.

A proposta aceita pelos bancários foi a mesma apresentada na sexta-feira, 11/10. Clique aqui para ler a proposta aceita pelos empregados da CEF. 

Os bancários da maioria das bases sindicais do Brasil aprovaram as propostas, da Fenaban e da Caixa, e encerraram a greve em assembleias realizadas já na sexta-feira 11 de outubro. A decisão dos bancários seguiu a orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, e encerrou a greve nacional unificada de 23 dias. Segundo o Comando, a paralisação deste ano foi a maior realizada pela categoria nos últimos 20 anos.

A proposta negociada com a Caixa contempla a manutenção da PLR social, a valorização do piso e a cláusula que permite que as agências com até 15 empregados não tenham mais horas compensadas – a partir de janeiro de 2014, todas as horas extras realizadas nessas dependências serão pagas. Há avanços também em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa.

Os avanços na mesa específica se somam aos obtidos nas negociações com a Fenaban. O reajuste de 8% contempla um aumento real sobre os salários e as verbas em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2012 e 31 de agosto de 2013. Este foi o nono ano seguido em que a categoria conseguiu aumento acima da inflação.

Na Caixa, por exemplo, a regra para a Participação nos Lucros e Resultados manteve a PLR social, que se soma à regra da Fenaban. A PLR social é linear e para todos os empregados, sendo que o grupo dos menores salários receberá, no mínimo, R$ 8 mil, enquanto os maiores salários vão receber um salário de PLR. Caiu o limitador, que existia até então.

A greve nacional dos bancários garantiu a manutenção da distribuição de PLR. A regra básica prevê 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.694,00, com teto de R$ 9.087,49. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 19.825,86. Além disso, será paga uma PLR adicional de 2,2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários, com teto de R$ 3.388,00.

No caso da Caixa, fica mantida a PLR social. A regra prevê distribuição de 4% do lucro líquido de forma linear e garantia de no mínimo uma remuneração-base a todos os empregados, além da regra básica (90% do salário mais R$ 1.694,00. com teto de R$ 9.087,49) e parcela adicional equivalente a 2,2% do lucro líquido distribuído linearmente, com teto de R$ 3.388,00 da PLR acordada com a Fenaban.

“Os bancários acertaram porque apostaram no diálogo da mesa de negociação e se mantiveram mobilizados em toda a campanha, resultando em uma greve vitoriosa. O movimento deste ano enfrentou, como sempre, a intransigência patronal, mas mesmo assim conquistou avanços fundamentais. Isso prova que a categoria tem acertado nas estratégias e continua forte e unificada”, afirma o presidente da Apcef/CE, Áureo Júnior.

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