27/05/20 14:53

Covid-19: Caixa segue sem disponibilizar testes para empregados

shutterstock_1692370762-702x459.jpg

Mesmo diante do avanço da pandemia no Brasil e da grande vulnerabilidade dos bancários da Caixa ao novo coronavírus, a empresa não realiza a testagem massiva dos seus empregados. Para a Apcef CE, essa medida preventiva deve ser responsabilidade do banco e é fundamental para preservar a saúde dos trabalhadores da linha de frente e da população, já que os casos assintomáticos representam enorme pontencial de disseminação do vírus. 

Túlio Meneses, diretor da Apcef CE e dirigente sindical, alerta que a representação dos empregados reivindica a realização de testes pela Caixa desde o início da pandemia. “As agências apresentam condições muito favoráveis ao contágio: são lugares fechados e com grande circulação de pessoas. Algumas podem ser assintomáticas e mesmo assim transmitir para outras, por isso a importância da testagem massiva. Bancários e clientes podem estar se contaminando e levando o vírus pra casa. O risco é grande e o mais importante nesse momento é proteger as pessoas”, afirma.

Atualmente, empregados viabilizam a realização de testes por conta própria, às vezes pagando do próprio bolso ou obtendo reembolso parcial do Saúde Caixa nos casos em que há pedido médico por suspeita. 

Segundo avaliação do presidente da Apcef CE, Rochael Sousa, a testagem de todos os trabalhadores deve fazer parte da política da empresa de prevenção à Covid-19, sem gerar custos para os bancários e sem impactar o Saúde Caixa. “A medida favoreceria a Caixa ter maior controle da situação, evitando o avanço de contágio entre os empregados e a necessidade de interromper o funcionamento das agências. Os representantes dos empregados têm cobrado da direção da empresa a implementação dessa medida”, afirma.

Novo protocolo diminui proteção aos trabalhadores

Segundo balanço do Ministério da Saúde, divulgado na segunda (25), o Brasil contabiliza 23.473 mortos e 374.898 casos, ocupando o segundo lugar no número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos. Um cenário que só se agrava e que deveria servir de alerta para a Caixa fortalecer a prevenção e proteger ainda mais seus empregados e clientes. Mas não é o caso. Na última semana, o banco divulgou novo protocolo que abranda as medidas de segurança, expondo todos a maiores riscos de contaminação. O documento foi atualizado sem qualquer negociação com as entidades representativas. Leia matéria completa aqui.

Compartilhe